9 de fevereiro de 2012

A carta que nunca lerás #5

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Acordei triste. Fiquei lembrando as manhãs em que ficavas esperando eu abrir meus olhos, para me dizeres com esse teu doce sorriso um melodioso “Bom dia Amor”. O cenário continua o mesmo, é a mesma cama, os mesmos lençóis, a mesma decoração, o mesmo cheiro, até a tua roupa continua ali... tudo está igual, como se estivesse à tua espera. É inenarrável falar de saudade porque não há palavras para traduzir a falta que me fazes, meu amor. Este meu coração já não consegue ter luz. Aquela luz que tu acendias quando eu via o teu rosto, quando eu sentia o teu toque, até mesmo quando distantes, me beijavas com o teu olhar. Desde que partiste a escuridão tem tomado conta deste coração. Atordoa-me em tristeza. Causa-me dores insuportáveis. Sabes, passo momentos de desamparo, procurando o sol dos teus olhares, cantando em silêncio baladas que um dia te dediquei. E o mundo lá fora vai vivendo, cada vez mais sem sentimentos, levando-me a constatar que não pertenço a este mundo. Será que devo morrer para ir ter contigo?

3 de janeiro de 2012

A carta que nunca lerás #4


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Querida,

Hoje respirei-te tanto. Lembrei-me de tantas maneiras em que demonstrei que te amava. Não sei se foi a nostalgia de ter acabado mais um ano repleto de dor e amargura por tua ausência. Mais um ano sem ti... mas continuas a existir em todos os lugares por onde passo. Oiço o som dos teus passos. Meus olhos alertam-se, e corro até à porta. Ninguém. Continuo a ouvir os teus passos. Percebo que não são teus passos mas o bater colossal do meu coração. Talvez penses que sou louco. Mas é verdade, sou um pouco. Esta minha audácia de não deixar-te morrer poderá ser incompreensível, mas acredita, eu preciso de manter-te viva desta forma mesmo depois de te perder, porque é a maneira de não me perder a mim também. Oiço Sin Bandeira, no mesmo sofá onde ouvíamos estas mesmas músicas num íntimo enlaço. Vejo-nos em mim. Tenho na minha face, o melhor e o pior. Um sorriso e uma lágrima. E na minha mão um lápis que forma estas palavras amenizando a dor, e proclamando a loucura deste meu amor. É assim que os lábios das minhas palavras te beijam…

21 de dezembro de 2011

O que te quis dizer



Uma história
Sem princípio nem fim
E falavas,
Como se fosse uma viagem
Ao virar da esquina.
Quem é afinal o herói
Daquela noite de falsa Primavera
Que te conquistou
E te tornou rainha do sonho?
Um acaso que ficou por contar
Quando percorreste as ruas
Que afastaram toda a magia
Criada da mais louca paixão.
Fechaste as portas
À cor de um mundo
Que alegremente te pertencia.
Apercebeste-te… mas já era tarde.
A história ficou esquecida
E a porta não mais se abriu.
E no verter de uma lágrima
O teu mundo escureceu…

16 de dezembro de 2011

O teu beijo



É nesse instante, quando os nossos lábios se colam, que sinto um tremor no meu peito, como se tua saliva criasse uma faísca fazendo meu corpo arder de desejos. Nesse instante soam ecos de pureza nas minhas mãos que te tocam com a leveza peculiar que só este amor é capaz de formar. Teus olhos rendem-se á escuridão, e meus olhos te acompanham. E nessa escuridão eles beijam a tua alma e ali forma-se uma sinfonia perfeita de intimidade. Poderia ser um momento utópico, se não fosse real. E depois desse irrepreensível beijo, nossos olhos continuaram fechados, minhas mãos continuaram te acariciando, e meu coração continuou te amando num silencioso abraço que perdurou na calada da noite.

7 de dezembro de 2011

Amor além da vida

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Hoje, só quero estar contigo
E não quero que o dia acabe…
E se não houver mais amanhã?
E se o destino nos atraiçoa?
Vem, abraça-me,
Quero ter-te nos meus braços
E juntos, numa proximidade intensa
Partilhemos tudo…
A vida, os sonhos, o Amor.
E nada nos fará magoar!
Vem, só quero estar contigo
Não importa o passado
Não pensemos no futuro
Vivamos o dia de hoje…
E hoje, eu quero estar contigo.
Não fazes ideia do que sinto por dentro
Este Amor que até hoje
Eu não permitia senti-lo realmente.
Até hoje eu não era completamente feliz.
Entendes-me?
Eu amo-te… e sei que me amas.
Não tenhas medo de o demonstrar
Pois nunca saberás a sua plenitude
Se não o deixares sair…
Vem, quero estar contigo
E se um dia o destino te levar
Vou pegar nos nossos segredos
E guardá-los lá dentro.
Do outro lado perguntarás porquê…
E direi sorrindo que estou contigo
E que nunca te deixarei.
E se for eu o escolhido por Ele
Não derrames nenhuma lágrima
Pois quando acordares estarei aqui...
Estarei sempre aqui!
Vem, hoje quero estar contigo.

* Poema que mais acarinho, escrito algures no passado...

29 de novembro de 2011

A carta que nunca lerás #3

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Meu sonho lindo,

Penso em abraços. Dos que dei e dos que ficaram por dar. Dos teus e dos que desejaria que fossem teus. Oh, o teu abraço! Abraço de luz, abraço de vento. Um abraço que seduz, um abraço de alento…

Hoje estou em desalento. A tua morte foi o réu deste sentimento. Percorro caminhos nocturnos, junto ao mar revolto, com lágrimas que nascem sem autorização, deixando um pouco de dor em cada passo dado. É um caminhar amargurado…

Na minha alma formam-se letras livres, das palavras que te ofereci. Novas frases, o mesmo amor. E fico com este amor guardado num jardim secreto que criei num recôndito canto do meu coração. Cuido dele todos os dias, suportando tempestades de saudade, ciclones de dor, e furacões de tristeza. Só o amor é capaz de suportar tudo isto. Este amor intemporal, que o Cosmos liga entre os nossos mundos, e que define a razão da minha vivência. Sem ele estaria em demência...

Com tua energia, vem em forma de vento abraçar-me, que hoje preciso do teu abraço. Serás sempre o meu regaço... 

27 de novembro de 2011

Tempo perdido


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Na revolta do meu canto
Os pensamentos me iludiram
Com memórias de espanto
Que outrora seduziram


Foi uma razão escondida
Na vivência que foi esse passado
Uma dor muito sentida
Quando o tempo tirou-te do meu lado!


E estava o sonho perdido
Levado na margem da esperança
Foi um viver jamais esquecido
Foi tristeza... foi mudança...


E Hoje...
Já não há brilho no olhar
Que me faça acreditar
Que te voltarei a amar!

* Poema de 2002