7 de agosto de 2012


        Entras no quarto numa discreta melodia, tão suave, num rosto rasgado de alegria. Simplesmente, de olhar calado, vejo-te. Tudo à minha volta parece se transformar num deserto sinfónico, onde cada passo teu reluz a sinfonia da tua alma. Simplesmente linda. Levanto meu corpo ressequido de amor e beijo-te com todo fervor. Engulo assim num deleitoso segundo a distância que já não suportava. O tempo não pára, e nossos corpos colam-se teatralmente sensuais. Momento quente. Respiro-te, querendo-te mais, sentindo teu corpo aquecer-se descomunalmente. Arde. E nesse fogo sinto cada vez mais o Amor, beijando-te e deslizando minhas mãos docemente por íntimas partes da tua ilha, do teu corpo. Viraste de costas, mostrando a tua retaguarda desprotegida, mas só te abraço… abraço-te e acaricio serenamente teus seios. De olhos fechados sorris e mordes teu lábio inferior. Pura sedução. Sei que o tempo agora é cúmplice do êxtase momento. Minhas mãos, que já são um pouco de ti, passeiam por caminhos indescritíveis, que a tua pele proporciona. Meu secreto mundo. Depois abraço-te novamente, dançando suavemente entre as tuas nádegas. E num respirar ofegante, sinto a realidade de estar ao teu lado, numa brisa que pela janela bate em nossos corpos abundantemente nus. Vou perdendo aos poucos os sentidos que meu cérebro controlava, até só te sentir, cada vez mais. E assim, entro dentro de ti como um faminto, prendendo-te contra a parede azul que fechou seus olhos por respeito. Somos um só, uma união perfeita. Beijo-te, e no mesmo instante, te sacio demais. Demais não, nunca é demais. E num último movimento, já com teus gritos saciados da fome carnal, sinto um breve suspiro de cansaço e ao mesmo tempo de disposição para algo mais. E então depois de rolados ao suor, tomo-te novamente, agora entre os lençóis, até cair do estado petrificado do louco momento. Nessa despedida do teu corpo, volta o meu sentido mental, e o pensamento diz-me que não te quero perder. E abraço-te tão feliz, porque só eu sei o quão gosto de ti. Ficamos assim juntos pelo resto da noite, onde só faltou uma palavra por dizer. Mas digo-te agora. Amo-te.