3 de outubro de 2011

Na tua ausência, existes em mim!

Imagem retirada da Internet

      Eras tu minha doce e frágil borboleta, passaste por mim como o vento passa entre as folhas. Não nos falamos, não nos tocamos, mas eu senti-te. Senti-te tão cá dentro que o mundo pareceu pequeno na palma da minha mão. Meus lábios prisioneiros de uma vontade beijam a brisa que de ti se faz. Eles chamam pelos teus como as plantas chamam pela água nos tórridos dias de Verão. É insaciável esta sede de ti que dos lábios contamina todo meu ser. Meu corpo está sedento de cada pedacinho teu, de cada pormenor de todo teu ser interior. Deslumbrante. Amo-te assim. 
      Esta noite quero que sejamos só nós dois. Uma noite inteira e plena. Quero que as tuas mãos percorram o meu corpo desnudo de medos, de preconceitos, de roupas. Quero sentir o teu corpo no meu, numa cerimónia de amor, beijada pelo silêncio, ao som da musicalidade dos nossos corpos encaixados no sagrado. Quero que me brindes com esse olhar que tantos sorrisos me fez nascer. Quero esse olhar quente de desejo, de prazer, quero recordar muitas noites onde percorremos mundos de loucura, viajando e regressando nas asas do sonho, sempre com mais vontade de voltar a viajar. Quero. 
       Quero sentir novamente o ritmo dos nossos corações descompassados. Quero o suave toque de tuas mãos, deslizando no meu peito. Quero sentir a tua pele na minha boca, quero o sabor da tua saliva na minha língua, quero os teus cabelos acariciando delicadamente minha face, quero que me beijes o pescoço com toques subtis, fazendo-me enlouquecer de desejo, para então possuir-te completamente, como leão feroz, minha leoa indomável, insaciável.
      Só tu sabes tirar-me do sério e conhecer o louco que há em mim. Sabes bem o que gosto; sabes como gosto, na medida certa. Parece tudo tão simples, quando sabemos o momento certo para uma carícia, para um beijo, para um toque, para um movimento, para um abraço, para um sussurro, para um olhar, para uma dentada, para um aperto. Parece tudo tão simples, e nessa simplicidade chegar ao êxtase é lindo. Lindo demais para poder ser escrito como recordação...
 

28 de setembro de 2011

Lamento


Foto retirada da Internet

Lamento o que tornou esta mágoa
Tão forte e tão triste...

Morreu uma parte de mim
Que paralisou meu coração
Pensei para mim ser o fim
De um amor sem razão...

E nesta noite as estrelas fugiram
A Lua amargamente me abandonou
As alegrias de dentro de mim partiram
Porque o supremo do sonho me apagou

Pela noite a tristeza me prende
Choro, embalado pelo vento
E cada lágrima derramada me surpreende
E nem o meu respirar serve de alento

Lamento...

Lamento o tempo, lamento a vida
Que perdeu o secreto encanto
A essência desta alma empobrecida
Que se ofuscou para meu espanto

 * Poema feito em 2002

22 de setembro de 2011

Tu és o Sonho

Foto retirada da Internet



       
           Quando toco na tua face
Num gesto mais que sentido
Sinto um arrepio no coração
Que em minhas lágrimas caídas
Desperta o amor que tenho em mim...
E contigo quero partir
Na esperança e na certeza
Que o momento é o sonho...
E são as sensações que me guiam
Porque não te quero perder!
Preencherás o vazio
Deste meu inferno de poeta
Completarás todo este mundo
Que simplesmente pelo teu olhar
Toca nos mais íntimos sentimentos. 
Descobrirei assim todo prazer sublime
Dessa tremenda força
                    Que nos impele a amar...

* Poema feito no ano 2002

20 de setembro de 2011

Morreu

Foto retirada da Internet
             
          E morreu...
Foi a revolta de um sentimento desviado
Por seres animalescos
Que saltam ferozmente
Nas ruas despidas da cidade.
Sombria noite que se assombrou
Nas horas vagas
De divisões ultra-imaginadas
Pela razão de uma verdade desfeita no sonho.
Os diamantes tornaram-se em pó
Como um corpo de mulher
Numa grande moedora.
E o trovão de medo que caiu
Nas turbinas de desejo
Lá dentro do mundo errado
Foi como um uivar de lobo
Numa noite de Lua Cheia.
Arrepiante sensação de perda
Que se apoderou
De tantas veias por esse mundo,
Como as picadelas de abelha
Na menina do olho.
Dói...
Ele morreu!!!
A luz solar era uma mancha negra
Na manhã inexistente de todas,
Via-se reflexos das estrelas
Na água turva pelo sangue
Daquele triste corpo.                                              
E aquela criança que se banhava 
Numa alegria intensa,
Contradizia com os choros
E suicídios brutais de outros...
Deparou-se um silêncio expectante! 
Nas ravinas obsoletas
Sem nada por esconder,
Nas dunas extensivas
Que carregam os escravos,
Nas tempestades de orvalhos irrequietos
Tudo... porque ele morreu
Naquele quarto onde nasceu e viveu
Onde sentiu todos os sabores da vida
E onde por fim disse ao mundo...
                                            Adeus
Partiu...
Deixou-nos a imagem de um mundo irreal
Sem sabermos onde e porquê... 

* Poema feito no ano 2000.

17 de setembro de 2011

Meu Lindo Poema

Foto retirada da Internet

Queria escrever um poema diferente...
Um poema para além do imaginável
Que fosse mais que um grito...
Algo transcendental... algo exuberante...
Pensei transcrever o núcleo dos meus sonhos
Falar sobre as horas negras que fugiam
Enlouquecidas pela presença
De um louco sentimento.
Falar das noites desconcertantes...
Do incansável desejo de amar...
Mas faltava mais magia!
Queria escrever algo mais louco
Que acordasse o silêncio
Pelo implacável esplendor
De ser simplesmente impressionante.
Tentei então falar de ti...
E realmente percebi que não conseguiria
Fazer um poema diferente
Porque esse poema já existe.
Não são palavras que eu possa escrever.
O teu ser... a tua essência...
É o poema que sonhei criar!
O poema mais deslumbrante...
Com uma simples magia divinal...
Que guardarei com um carinho especial
Na poesia do meu coração.
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Criei este poema talvez em 2002. Quase 10 anos depois, vejo que quase deixei de escrever Poesia. Este ano de 2011 muito pouco escrevi; acho que apenas fiz alguns textos em prosa, e porque comprometi-me a concorrer a um concurso literário. Os últimos anos foram de facto dias negros para a minha escrita, pois quase que a abandonei. Muito pouco material produzi. Espero no entanto, com a criação deste blog, voltar a escrever com alguma regularidade. Espero que a inspiração me visite, pois com ela passo bons momentos.

15 de setembro de 2011

Acordar o Silêncio



Fogo de silêncio nos teus lábios,
E eu calo-me...
A passividade alcança o seu esplendor.
Desejos... é o encanto...
E as mãos se torcem,
As bocas se mordem,
Os corpos se inquietam...
O olhar que se prende ao olhar
Meu no teu, teu no meu...
Que loucura despertou! 
E aquela mútua reciprocidade
Que não temia em acabar
Num silêncio que tudo irradiava,
Foi intensificada por um ruído enigmático
Duma lágrima que de emoção nasceu...
(Ás vezes é preciso acordar o silêncio)
O céu caiu nas nuvens carregadas
E o desejo do fogo á cinza se completou
Ali, ao som duma sonata ao piano,
Num luar de sedução...
Caímos no estado nascente
Da paixão petrificada
Num estupendo e exuberante momento
Que no íntimo explorou todo prazer...

* Foto retirada da Internet 

Depois de algumas "queixas" sobre o blog estar a ser um pouco impessoal, vou começar a dar comentários no fim dos meus textos. Todos os textos cá publicados até agora são muito antigos. O "Tributo" deve ter uns 2 anos... O "Fome" e o "Beija-me" são de 2006. E este foi escrito em 2002. Como o tempo passa!!!

Aproveito para agradecer a todos aqueles que estão a contribuir para dar vida a este blog, que criei para partilhar algo que amo fazer...

13 de setembro de 2011

Beija-me


Beija-me…

O suspiro salivar
Os lábios inquietantes
As palavras afogadas de prazer
Somente beija-me,
Que em teus lábios quero morrer

* Foto retirada da Internet